Diana de Poitiers

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Uma mulher que fora escolhida para ser o grande amor da vida de um rei. Ela não era simplesmente “a outra”, porém, aquela com qual ele se abriu de coração, alma e mente.

Diane e Henry II tiveram uma história de amor tão intensa que as marcas desta paixão estão espalhadas por toda a França atual.

Ainda jovem, 15 anos de idade, casou-se com o vice-rei da Normandia, Louis de Brezè, que tinha 56 anos.

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A paixão entre Henry II e Diane iniciou quando o pai de Henry, em transações políticas, entregou como reféns ao espanhol Carlos V seus dois filhos menores: Francisco (8) e Henry (7).

No dia da entrega das crianças, todas as damas da corte deram muito mais atenção para Francisco, o preferido do pai. Neste momento, Henry se sentiu rejeitado e abandonado. Apenas uma dama percebeu seu desamparo e angústia. Diane de Poitiers deu-lhe um abraço forte e um beijo carinhoso na testa transmitindo força e coragem para enfrentar os dias de cativeiro.

Como o tratado não foi respeitado por Francisco I, as crianças ficaram presas até novas negociações. Os anos foram se passando, Henry sonhava na prisão com aquela bela dama da corte e seu beijo mágico.

Francisco I pagou em moedas de ouro o resgate dos filhos e ainda teve que se casar com Eleonora da Áustria, irmã do imperador espanhol Carlos V.

Para comemorar a liberação das crianças, foi organizada uma grande festa onde, como de costume, cavaleiros combatiam em homenagem a uma dama da platéia.  O filho mais velho, Francisco, agora com 12 anos, escolheu a amante do pai. O irmão, Henry de 11 anos, que deveria escolher a nova rainha Eleonora, escolheu sua sonhada e querida Diana de Poitiers, de 31 anos.

Com a morte de Louis de Brezé em 1531, a jovem e bela viúva ficou livre para ser novamente cobiçada por pretendentes da nobreza. Ambiciosa, bem decidida a não se casar novamente, aos poucos construiu um personagem que seduziria a todos, a “mulher fatal” do século XVI. Como uma boa atriz, usava o branco e o preto, símbolo da viuvez.

Com a morte de Francisco, o filho mais velho, Henry torna-se herdeiro do trono.

Henry havia se casado, obrigado, três anos antes com a sobrinha do papa Leão X, Catherine de Médicis. Casamento sem afinidades, puramente por razões politicas entre a França e a Igreja. A doce italiana Catherine, nada bela, mas muito inteligente, falava bem o francês, impressionava seus contemporâneos pelos inúmeros conhecimentos em matemática, física, ciências naturais e  astronomia. Henry era totalmente indiferente a ela.

Diane enfim se entregou ao sedutor adolescente, 20 anos mais novo. Ela, 37 anos, usava de todos os meios para guardar sua juventude. Banhos gelados, exercícios físicos ao ar livre, dieta espartana, nenhuma maquiagem nociva para pele, somente um creme a base de carne moída de pomba (ver receita abaixo), e um segredo: um copo de água misturado com ouro. Recursos misteriosos para conservar a boa forma e uma beleza escultural.

Em 1547, o rei Francisco I morre. Henry, 28 anos, sobe ao trono conhecido agora como Henry II. Diana tem 48 anos e eles se amam há mais de 10 anos.

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Agora como rei, este ménage à trois tem novo sentido. Com Catherine de Médicis, ele a usará para suas obrigações divinas e soberanas deixando um máximo de herdeiros que futuramente darão continuidade a sua politica de reformas do Estado. Com Diane de Poitiers, ele transformará este amor em algo misterioso e sagrado. Adotou o preto e o branco da viuvez de Diana, mandou espalhar o monograma com a letra H e dois D entrelaçados por paredes e fachadas de vários castelos da França.

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Encomendou esculturas em baixos relevos de Diana a Caçadora com seus atributos, o arco, a lua crescente, cachorros de caça, a gazela.

Em 1559, Henry II, comemorando o casamento da sua primeira filha, morre acidentalmente na altura da atual Praça de Vosges. Enfim, Catherine de Médicis, (40 anos), poderá se vingar daquela que a humilhou e a que fez sofrer durante 23 anos.

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Diane é obrigada a restituir as jóias da coroa e o mais belo presente dado pelo rei, o castelo de Chenonceau, no Vale do Loire. Ela terminou sua vida no castelo d’Anet, herança do marido, e continuou a beber do “Elixir da beleza Eterna” até morrer intoxicada pelo ouro, aos 66 anos, linda e jovem.

Uma autópsia realizada em 2008 nos restos mortais e mechas dos cabelos de Diana foram encontradas uma taxa de ouro 250 vezes mais que o normal.

Creme rejuvenescedor por Diane de Poitiers:

Para ter uma pele clara e lisa, faça um mistura com suco de pepino, melão, planta aquática nenúfar, flor-de-lis e fava. Mistura-se tudo adicionando carne moída de pombo, coloca-se manteiga, açúcar em pó, seiva de cânfora e miolos de pão branco. Colocar em seguida vinho branco. Deixar repousar por algum tempo. Destilar o excesso de líquidos até obter um creme untuoso. Depois do banho frio, espalhe o creme pelo corpo e o rosto.

“Atenção, beber ouro em excesso é altamente prejudicial a saúde”.

. O monograma se encontra no primeiro andar, escada Henri II, Museu do Louvre.

. Escultura de Diane se encontra na Sala Cariatides, Museu do Louvre.

Fonte.

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